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Usados: como comprar ou vender seu eletrônico

Enviado por Marco Clivati em 13 de outubro de 2010 – 20:21Comente

::Já parou para pensar que alguns dos equipamentos eletroeletrônicos que você possui em casa já não são tão úteis como quando foram comprados? Modelos top de linha há alguns anos acabam defasados entre tantos novos lançamentos. Funcionalidades, antes essenciais, são  superadas e já vêm inclusas em modelos de entrada. A notícia não é novidade, mas aparenta ser pior do que realmente é. Acredite, aquele velho equipamento de áudio ou vídeo que não serve mais para você, pode ser a peça que está faltando no sistema de alguém. Ao invés de jogar fora e acumular ainda mais lixo no mundo, por que não revender? A ideia, além de ajudar o meio ambiente pode render algum lucro para atualizar outros aspectos do seu home theater.

Foi o que aconteceu com o estudante de engenharia da computação Rodrigo Macena, que resolveu fazer um upgrade no sistema de som que mantém em seu quarto. Já que comprar um conjunto de caixas acústicas novo estava fora de questão, Macena decidiu investir em um modelo seminovo e ficou feliz com o resultado. “Foi muito fácil negociar e eu tive a oportunidade de testar o equipamento antes de fechar o negócio”, diz.

Meses depois, o estudante descobriu que o conjunto de caixas de grande porte não era adequado ao seu espaço reduzido e resolveu que era hora de negociar o equipamento novamente. Escolheu um site de compra e venda online e vinte minutos depois de publicar o anúncio com fotos recebeu o aviso de compra. Bastou combinar a entrega e o pagamento para o conjunto de caixas da marca Jamo ir para as mãos do terceiro dono.

Bom para quem vende; bom para quem compra. No entanto, o mercado páralelo de compra e venda
de eletrônicos de “segunda mão”, como é chamado, exige algum conhecimento prévio para que a vantagem financeira não se transforme em uma bela dor de cabeça.

Mercado
Existem dois caminhos a seguir no mercado de equipamentos de áudio e vídeo usado. Quem explica é Hildefonso Maraveli, proprietário da Cabine do Som, loja especializada na compra e venda de equipamento, localizada na região da Rua Santa Ifigênia, centro de São Paulo.

O primeiro lida com equipamentos usados produzidos nos últimos anos. São receivers, home theaters, caixas de som, amplificadores, toca-discos e TVs em bom estado, cujo proprietário adquiriu um modelo novo e se desfez do anterior ainda em bom estado de conservação. O outro segmento trabalha com equipamentos conhecidos como vintage, clássicos que fizeram história no passado (a maioria produzidos entre os anos 1970 e 1980), e que hoje são tratados como peças de colecionador. Quem não se lembra dos “estéreos” com painel de alumínio e contadores analógicos?

Para o bancário Marcos da Silva, de Sorocaba, potência de verdade só em equipamentos “clássicos”.  Há alguns meses ele planeja a compra de um receiver Gradiente modelo 1300, produzido em 1982. “Tenho um home theater na sala de TV, mas para ouvir música de qualidade prefiro os equipamentos antigos. A qualidade do som é outra, ele bate diferente”, diz.

Além da qualidade de som, para escolher o equipamento certo Silva se atém aos detalhes. “Prezo pelo estado de conservação. O equipamento precisa estar com botões, acessórios e pintura original.” O modelo que o bancário pretende comprar tem 28 anos de uso e sai por R$ 1.200. “Está em estado de novo”, gaba-se.

Lojas
Hora da compra –
Garimpar. Não existe palavra melhor para descrever a compra de um AV usado em lojas especializadas. Depois que decidir o modelo mais adequado, a saída é pesquisar o máximo de informações sobre o produto antes de fechar o negócio. A etapa é importante porque cada equipamento possui características próprias. “A situação mais frequente no meu dia a dia é atender pessoas com inumeras dúvidas, mas que não encontram ninguém qualificado para saná-las. Muitos clientes vão procurar orientação em lojas de magazine e o vendedor não ajuda porque esse tipo de loja só trabalha com equipamentos novos e são poucos os atendentes bem informados”, conta Maraveli.

Depois de certificar que equipamento está de acordo com as necessidades, o melhor negócio é questionar o comerciante sobre garantia, acessórios, qualidade do produto e a possibilidade de troca ou devolução da mercadoria, coisa rara no meio. Uma boa conversa pode evitar o velho dito popular de “comprar gato por lebre”.

“Mesmo com a concorrência acirrada dos eletrônicos novos de baixo custo, nossa empresa se mantém no mercado porque não enganamos ninguém. Nunca desvalorizamos um equipamento em bom estado de conservação”, conta Espéria Gomes, proprietária da J e J Áudio e Vídeo, localizada na esquina entre as Ruas dos Andradas e Rua dos Gusmões, centro de São Paulo. “Temos muitos clientes que nos procuram para fazer negócio à base de troca.

Aceitamos desde que o equipamento esteja em perfeito estado de conservação”. Essa, aliás, é a regra geral: lojas de equipamentos de áudio e vídeo usados não aceitam fazer negócios com equipamentos mal conservados ou que já passaram por manutenção.

Na hora da venda – “Existem equipamentos que sabemos que a venda será fácil e outros que despertam pouco interesse”, explica Espéria. Na prática, a afirmação equivale a dizer que os comerciantes envolvidos reconhecem o valor de determinados equipamentos de acordo com o fluxo de venda do modelo. Um equipamento que recebeu críticas na época do lançamento certamente será menos valorizado do que outro que recebeu elogios de consumidores e dos veículos especializados.

Internet
Comprar pela web –
Quem não pode ou não tem interesse em negociar pessoalmente pode optar pela venda online em sites de comércio eletrônicos, também conhecidos como sites de leilões. Na opção virtual, o primeiro passo é ler atentamente a descrição da mercadoria. É comum encontrar equipamentos oferecidos por preços muito abaixo do valor de mercado. Mas é só ao ler o anúncio com atenção que descobre-se que produto não funciona e só é util para reaproveitar os componentes internos.

Quando encontrar o equipamento desejado, não hesite em fazer perguntas ao vendedor sobre os aspéctos técnicos e de conservação do produto.

Venda online – Não existe fórmula melhor para quem deseja fazer negócios com agilidade pela internet do que caprichar na elaboração do anúncio. Informações precisas e descrição detalhada do equipamento são itens fundamentais. Para Helisson Lemos, Diretor Geral das Operações do MercadoLivre.com, maior portal de compra e venda pela internet da América Latina, a internet é uma ferramenta importante para aproximar pessoas. “Se o eletrônico estiver em bom estado de conservação, é relativamente fácil vendê-lo para compradores do Brasil e do mundo”, diz Lemos.

O Mercado Livre disponibiliza em sua página de cadastro um passo a passo simplificado para quem vai comprar ou vender pela primeira vez. As instruções são resumidas porque estudos elaborados pelo portal comprovam que a maior parte dos usuários não se dispõe a ler instruções muito detalhadas. Aos impacientes de plantão, Lemos aconselha atenção redobrada durante  as negociações que ocorrem de forma simultânea no portal. Prudência com informações de segurança é essencial.

Para aumentar as chances de vendas, o executivo do site de compra e venda aconselha fugir da opção “calcular o frete”, presente na maioria dos anúncios. O mais indicado é calcular o valor do frete nos Correios (www.correios.com.br), e incluir o valor médio no preço final do anúncio. Colocar o frete grátis aumenta as chances de compras por impulso, evita discussões e aumenta a integridade do negócio.

Para se dar bem no comérico virtual, os vendedores casuais devem se diferenciar da concorrência. “Ser honesto é uma das melhores formas de conseguir respeito entre os usuários do serviço”, conta Lemos. Por fim, outra dica importante para qualquer vendedor é esperar para descobrir a identidade do comprador apenas depois que este já tenha realizado o lance ou escolhido a opção comprar. Desta forma, o portal tem como descobrir a identidade dos  envolvidos no negócio, o que ajuda no caso de compras e vendas que não deram certo.

Os caminhos você já conhece, resta agora sair pela casa em busca dos eletrônicos que não lhe servem mais e partir para a venda direta. Além das lojas físicas e dos negócios pela internet, nada impede oferecer aos amigos e publicar anúncios no jornal do bairro. De um jeito ou de outro, alguém vai se interessar pela mercadoria.

::Diminuir o tempo no banho, separar os produtos recicláveis e deixar o carro na garagem são formas de consumo consciente. Além de reduzir a poluição, realizar negócios com eletrônicos usados movimenta a economia popular e pode gerar lucro. Muitas pessoas conseguem fazer bons negócios e dar espaço para novos objetos em casa apenas anunciando o equipamento antigo no classificado de jornais do bairro. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), cada brasileiro descarta o equivalente a meio quilo de lixo eletrônico a cada ano, o número coloca o Brasil no posto de país emergente que mais gera lixo tecnológico na atualidade.

 

 

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